Como deve ser feita a troca de carro financiado?

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Quando se fala em financiamento, as pessoas pensam logo nos detalhes financeiros — parcelas, juros, prazo de pagamento etc. Mas, se você mudar de ideia no meio do caminho? Diferentemente do que muitos pensam, é perfeitamente possível fazer a troca de carro financiado.

O processo é simples e não exige “malabarismos financeiros”. Na verdade, você só vai precisar se atentar a algumas condições e dicas que vamos explicar ao longo deste artigo. Acompanhe a leitura!

Como funciona a troca de carro financiado?

Solicitar o crédito em um banco para o financiamento de um veículo é uma das práticas mais comuns na hora de comprar um item de valor alto. Seja por Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ou consórcio, a liberação do valor compromete o consumidor com as muitas parcelas, não é?

O tempo para o pagamento não é curto: o período é de mais ou menos 42 meses. Ainda existe o valor de entrada — no mínimo, 10% — e a taxa de juros, cobrada mensalmente em cada parcela.

Isso deixa muitos motoristas com uma pulga atrás da orelha. Será que dá para trocar um carro em pleno financiamento? Afinal, a liberação do empréstimo provavelmente dependeu de uma análise de crédito feita pelo banco.

Se você está fazendo o financiamento de um carro, é possível trocá-lo antes mesmo de quitar a dívida, independentemente do motivo. Existem várias formas de fazer isso, como a transferência do financiamento e a venda para concessionária.

O que é necessário considerar é se a troca vai representar um bom negócio para você. Para isso, considere a desvalorização do carro pretendido, a sua necessidade de consumo e o custo anual com IPVA, licenciamento, manutenção, combustível, sempre comparando com o do carro financiado.

Como fazer a troca de carro financiado?

Depois de entender como a troca de carro funciona, veja logo abaixo algumas maneiras de colocá-la em prática.

Quite a dívida

Essa tende a ser a possibilidade mais atraente para efetivar a troca. Ao fazer o financiamento, o comprador se compromete em pagar as parcelas em datas pré-estabelecidas, mas e se você pudesse pagar menos por cada uma delas?

Ao entrar com um pedido para quitar a dívida de forma antecipada, você pode ganhar um desconto nos juros de cada parcela. Por quê? O banco faz o cálculo de juros com base no tempo do empréstimo, certo? Ao reduzir esse tempo, você reduz proporcionalmente os juros.

Isso também explica a razão pela qual os financiamentos com maior entrada também são os mais baratos.

O que acontece se o banco negar o abatimento de juros? Nesse caso, você vai precisar recorrer a um advogado, já que a empresa estará cometendo um crime. Para conseguir o desconto, ter em mãos o Custo Efetivo Total (CET) pode ser útil, pois esse documento revela todo o valor da negociação.

Uma possibilidade é transferir o financiamento para uma outra instituição financeira. Isso pode ser feito por meio da “portabilidade de crédito”, na qual você migra a sua dívida para um banco que oferece melhores condições de pagamento.

Transfira o financiamento para o comprador

Se quitar a dívida não é uma opção viável para você, transferir o financiamento para um novo dono pode ser uma boa. Ainda assim, existem algumas condições para que isso seja feito e ninguém saia prejudicado.

Assim como fez com você, o banco vai efetuar uma análise de crédito para o novo comprador. Nessa fase, costumam ser examinados critérios como condição financeira, patrimônio, histórico e valor do financiamento.

De acordo com o banco, você pode precisar de um número mínimo de parcelas para o pagamento, além da quitação das atrasadas pelo novo dono. Se a decisão for firmada, alguns documentos serão exigidos pelo banco.

Certifique-se de que está tudo “ok” com os custos do carro, como IPVA e CRLV (licenciamento). Ainda existe uma taxa de transferência da dívida, paga pelo novo proprietário. Isso vale tanto para o banco quanto para o Detran de cada estado.

Não se esqueça de passar a chave apenas quando as taxas já estiverem pagas e a análise de crédito aprovada. Assim, você não corre o risco de deixar sua propriedade nas mãos de alguém cujo financiamento foi recusado.

Venda em concessionárias

Caso a concessionária aceite assumir a dívida, você pode vender o carro ou usá-lo como entrada para comprar um novo veículo. O informe do crédito também facilita na hora de fornecer as informações para a loja e facilitar a transação.

A mesma regra para a transferência de financiamento funciona nesse caso. Você não pode ter pendências com multas, impostos ou documentação atrasada. No entanto, é necessário ponderar se esse é um bom negócio.

Geralmente, a concessionária paga valores abaixo da tabela Fipe — base de cálculo para a maior parte dos comerciantes, é usada para avaliar a média de preços no mercado de acordo com pesquisas mensais.

Essa costuma ser a última opção indicada, graças aos baixos valores pagos. A redução pode chegar a 30% do preço do veículo. A razão é o risco envolvido na transação para a concessionária.

Nesse caso, a alternativa para a compensação é financeira e pode pesar no seu bolso. No entanto, se você quer uma opção prática para se livrar logo dos custos do veículo, a concessionária pode se adequar ao seu perfil.

Como vimos, a troca de carro financiado é um processo simples, mas pode se tornar um pouco burocrático dependendo da instituição que efetua o empréstimo. Fique de olho nas taxas de juros e sempre ponha tudo na ponta do lápis para saber se o negócio é financeiramente viável para você.

Procure analisar o prazo que ainda pretende continuar com o veículo, assim como as suas condições financeiras. Lembre-se de prestar atenção nos custos mensais — em alguns casos, pode ser mais vantajoso quitar a dívida e manter o carro sem esse gasto extra.

O que acha de aprender ainda mais a negociar o seu veículo? Então, leia também sobre o que você deve ficar atento para vender carro pela internet.

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