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Saiba mais sobre o cálculo de depreciação de carros usados
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Saiba mais sobre o cálculo de depreciação de carros usados

A depreciação de carros usados é um tema que gera muitas controvérsias, principalmente no momento de negociação de um veículo. Quem está vendendo tende a defender um valor mais alto, apresentando uma série de argumentos. Já quem está comprando busca diminuir a quantia a ser paga, também com diversas justificativas.

Nessa situação, é muito complicado apontar quem está certo e quem está errado. O ideal é saber exatamente como funciona a questão da depreciação de carros usados e, dessa forma, conseguir negociar da melhor maneira possível. Preparado?

O que é depreciação?

Assim como qualquer máquina, os automóveis sofrem desgaste com o uso e com o passar do tempo, fazendo com que percam seu valor original. A depreciação é o cálculo de quanto o bem — no caso, um veículo — perde seu valor.

O motivo para essa perda de valor está no fato de que, quanto mais usado e antigo for um veículo, maior será a necessidade de manutenções para mantê-lo em condições de rodagem. Além disso, os proprietários de alguns modelos começam a enfrentar dificuldades para encontrar peças de reposição à medida que o carro envelhece. Dessa forma, se as dificuldades aumentam, seu valor diminui.

Para efetuar o cálculo da depreciação de um veículo, existem duas formas: a contábil e pela Tabela Fipe. Além disso, diversos fatores podem impactar nas contas, como a conservação e as características do veículo. Tudo isso você aprenderá logo abaixo!

O que é depreciação contábil?

Como o próprio nome já indica, a depreciação contábil está relacionada com a contabilidade. Se você parar para pensar, a perda de valor de um bem pode ser considerada uma despesa, uma vez que terá que dispor desse dinheiro quando for trocar o veículo antigo por um mais novo.

Dessa forma, a Receita Federal disciplina a maneira de calcular a despesa com a depreciação de bens. Isso é de extrema importância, principalmente para as empresas. No caso dos veículos de passeio, esse cálculo é feito seguindo estas regras:

  • o prazo de depreciação contábil é de 5 anos para veículos;
  • o valor residual será de 20%;
  • a depreciação é constante ao longo do tempo.

Veja agora um exemplo para entender melhor. Suponha que um veículo foi adquirido por R$ 60 mil. Após 5 anos, seu valor residual será R$ 12 mil — 20% do preço de aquisição. Portanto, a depreciação nesse intervalo será de R$ 48 mil, significando R$ 9.600 por ano e R$ 800 por mês.

Isso não significa que o carro do exemplo valerá apenas R$ 12 mil após 5 anos, mas sim que a empresa proprietária poderá considerar os R$ 800 de depreciação mensal como despesa. Ao fazer a venda desse veículo, deverá realizar os devidos ajustes contábeis, de acordo com o valor conseguido no negócio.

Qual é a diferença entre a depreciação contábil e a Tabela Fipe?

Agora que você já entendeu como é a depreciação contábil, chegou a hora de descobrir como é feito o cálculo pela Tabela Fipe e a diferença entre ambas.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), além de divulgar o valor médio dos veículos no mês corrente, também permite o acesso ao histórico de preços de cada um dos modelos desde janeiro de 2001. Para isso, basta alterar o mês de referência da consulta. Dessa forma, você consegue conhecer a depreciação de carros usados no mercado.

Provavelmente, a depreciação pela Tabela Fipe será menor que a obtida no cálculo contábil. Porém, é importante saber que, quanto menor for essa diferença, maior será a dificuldade de negociação do veículo, pois significa que se trata de um modelo de grande depreciação no mercado de usados.

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Como calcular a depreciação de um veículo?

O cálculo pelo método contábil você já sabe como fazer. Quer aprender como fazer as contas pela Tabela Fipe? Isso é importante, pois é a depreciação de carros usados mais utilizada no mercado. O cálculo é bem simples. Basta fazer o comparativo ano a ano.

Veja como exemplo o Ford Ka SE 1.0 Flex 5p ano 2015, comprado zero km em janeiro de 2015.

  • em janeiro de 2015, seu valor 0 km era de R$ 36.767;
  • após um ano, em janeiro de 2016, o valor era de R$ 33.785;
  • depois de mais um ano, em janeiro de 2017, caiu para R$ 32.528;
  • em janeiro de 2018, passou para R$ 32.818;
  • finalmente, em janeiro de 2019, o valor é de R$ 32.773.

Para achar o percentual da depreciação, basta utilizar esta fórmula: (ano anterior − ano seguinte) / ano anterior × 100.

No período acima, de 2015 a 2019, o modelo teve a seguinte depreciação: (36.767 − 32.773) / 36.767 = 0,1086. Multiplicando por 100, chegamos ao resultado de 10,86% de depreciação.

Quais são as diferenças entre a depreciação de um carro novo e um usado?

Aproveitando o exemplo do tópico anterior, é possível perceber que o modelo em questão teve uma depreciação mais acentuada no primeiro ano. Fazendo o cálculo, chega-se ao resultado de 8,11%. Nos anos seguintes, esse ritmo diminui consideravelmente. No ano de 2018, chega a haver uma pequena valorização, provavelmente por conta do reaquecimento do mercado de veículos seminovos.

Dessa forma, fica claro que a depreciação dos veículos novos é muito mais acentuada do que a verificada nos seminovos. Porém, esse não é o único quesito que influencia no quanto um automóvel desvaloriza.

Quais são os critérios a se considerar na desvalorização do veículo?

Além da idade do veículo, a depreciação de carros usados é fortemente determinada pelos itens abaixo.

Quilometragem

Como a depreciação está associada ao desgaste que o veículo já teve, fica claro que um carro menos rodado será menos depreciado em comparação com outro de alta quilometragem. Isso fica ainda mais evidente se as revisões mais caras estiverem se aproximando, visto que demandam troca de correia dentada e amortecedores, por exemplo.

Conservação

Por outro lado, um carro pouco rodado pode ser muito depreciado se não for devidamente conservado. Um veículo com 5 anos de uso e 30 mil km rodados poderia ser considerado de baixa quilometragem e seria valorizado. Porém, se as revisões não foram realizadas e o carro apresentar sinais de batida, bancos manchados ou com furos, entre outros desgastes, com certeza será depreciado.

Alterações nas características do veículo

Outro ponto que faz o veículo ser depreciado no mercado é a alteração das características originais, como troca de rodas, rebaixamento da suspensão ou mudanças no motor para gerar mais potência. Essas mudanças fazem o carro demandar mais manutenção, o que resulta em uma depreciação mais acentuada.

Presença da marca no país

Algumas marcas — como Chevrolet, VW, Honda e Toyota — têm uma presença forte no mercado brasileiro. Além disso, criaram uma imagem de que seus carros são resistentes e têm manutenção simples. Isso faz com que seus modelos tenham depreciação menor do que os de outras marcas.

No entanto, esse fato não quer dizer que carros de outras marcas demandam mais manutenção; apenas retrata o posicionamento que a marca conquistou no mercado, refletindo na desvalorização dos seus veículos.

Pronto! Agora você já sabe tudo o que precisa sobre depreciação de carros usados, como calculá-la e o que influencia na desvalorização de mercado. Por falar nisso, confira agora 5 diferenças entre carros usados, seminovos e novos!

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